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Transtorno do Pânico

Dra. Rita Flórido


O Transtorno do Pânico se tornou um diagnóstico oficialmente reconhecido em 1980. Antes, muitas palavras descreviam os sintomas, mas não havia uma sistematização do diagnóstico do transtorno, o que acarretava prejuízo ao seu tratamento e prevenção.

Existe uma diferença entre Ataque de Pânico e Transtorno de Pânico.

No Ataque de Pânico há períodos súbitos de pavor com uma sensação inexplicável de desgraça iminente acompanhados de vários sinais e sintomas físicos e cognitivos, como taquicardia (aceleração dos batimentos cardíacos), tremores, suor excessivo, falta de ar, dor ou desconforto no peito (que leva a pessoa a suspeitar de um ataque cardíaco), náusea, formigamento, ondas de calor, sensação de tontura ou desmaio, sensação de que o ambiente está alterado ou irreal, medo de perder o controle ou enlouquecer e medo de morrer. Esses sintomas se desenvolvem abruptamente e têm seu pico em torno de 10 minutos. O Ataque, em geral dura de 20 a 40 minutos e é seguido de sensação de cansaço ou fraqueza.

No Transtorno de Pânico, os ataques de pânico são recorrentes e inesperados durante um mês e seguidos de preocupação persistente de ter outros ataques, preocupação com implicações ou suas conseqüências e alteração comportamental relacionada aos ataques.

Outro sintoma que pode surgir é chamado de agorafobia, ou seja, a pessoa evita, ou enfrenta com intensa ansiedade, lugares ou situações em que a fuga pode ser difícil ou em que pode não haver ajuda disponível. As pessoas, muitas vezes se sentem menos ansiosa se estiverem com um acompanhante.

Cerca de 4% da população apresentam Transtorno de Pânico em algum momento de sua vida. As mulheres têm duas a três vezes mais chances de serem afetadas do que os homens. A idade de início situa-se entre o final da adolescência e a quarta década de vida. Um pequeno número de casos começa na infância. Após os 45 anos é incomum mas pode acontecer.

Outros transtornos podem estar associados ao Transtorno de Pânico. Por exemplo, 40 a 80% dos pacientes com transtorno de pânico apresentam também depressão.

Fala-se em causa multifatorial: predisposição genética e fatores ambientais.

O tratamento indicado, hoje, é psicoterapia e psicofarmacoterapia. Isto é, quando houver suspeita de Transtorno do Pânico, a pessoa deve ser encaminhada a um profissional da área psi: psiquiatra ou psicólogo, que, conhecedores das psicopatologias, podem confirmar o diagnóstico e fazer as orientações pertinentes.  O tratamento farmacológico é sempre feito pelo psiquiatra, que também é médico e pode prescrever medicamentos que podem aliviar de imediato alguns sintomas. Mas o tratamento deve ser feito concomitantemente com um psicólogo que o ajudará na compreensão dos sintomas e com técnicas específicas para cada caso.

O apoio familiar é fundamental, pois, muitas vezes, os sintomas são confundidos com manipulações e não são. O familiar que souber entender e ajudar a pessoa na hora em que apresentam os ataques será de grande valia. Também será importante apoiá-los durante o tratamento pois, em alguns casos, até sair de casa poderá estar difícil.